Lê aí...
Papudicopa

PAPUDICOPA: Laranja doce?


O capitão holandês Van Bronckhorst comemora o seu gol na semifinal. Ele sonha em levantar a taça domingo, em seu último jogo como profissional. (foto: AFP)

32 anos depois a Holanda está de volta a uma final de Mundial. Uma Laranja mais madura e menos brilhante. O selecionado de Bert van Marwick é o menos lúdico das Holandas que encantaram o torcedor. Não se compara ao time de Cruyff, Neskens e Rep. Menos exuberante do que o grupo de Gullit, Van Basten e Rijkaard. Mais pé no chão do que aquele elenco de 1998, comandado por Bergkamp, Kluivert, Frank de Boer, Seedorf e Davids.

A Holanda tem um goleiro seguro que talvez tenha cometido seu primeiro erro na Copa, uma zaga que só pode ser considerada boa pela excelente marcação de todos os seus meias. Do meio para frente à Holanda  é eficiente. Sneijder e Robben são artistas e ao mesmo tempo operários. Dona de seis vitórias até agora na África do Sul, que respeita os adversários e que, diferentemente dos antigos esquadrões cor de abóbora, jamais sai do trilho, não perde a cabeça e, como um relógio competente, espera o momento certo para dar o bote e matar a partida. Tem dado certo. E foi assim que despachou o guerreiro Uruguai por 3 a 2 na primeira semifinal.

Nesta semifinal Van Marwijk tirou um volante, De Zeeuw, no intervalo, escalou Van der Vaart. Passou a ter um volante, uma linha de quatro armadores e um atacante, Van Persie. Estava claro que o volume de jogo aumentaria. A qualidade da partida, não. A Holanda do segundo tempo conseguiu cercar a grande área de Muslera até contar com uma jogada invidual, nesse caso, o tiro de Sneijder da entrada da área.

Sem quatro titulares (principalmente Lugano e Luizito Suarez), o time de Oscar Tabarez jogou no limite, chegou a empatar e, no fim, bravo e guerreiro, tomou dois gols, mas ainda teve força para diminuir o placar. Mais uma boa atuação de Diego Forlan, no melhor momento da carreira. A Celeste perdeu, mas ao mesmo tempo ganhou. Voltou a ser e pensar como grande.  E a ser respeitada. Isso não tem preço. Simplesmente, é o reencontro do futebol uruguaio com sua história.

Por Gustavo

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Discussão

6 comentários sobre “PAPUDICOPA: Laranja doce?

  1. Seria exagero considerar que Diego Forlan poderia ser facilmente escolhido como craque da copa?

    Publicado por gabricarqueijo | 08/07/2010, 7:10 pm
    • Cara, craque da copa eu não sei, mas de todos os jogadores candidatos a esse posto, ele é o que joga na seleção menos badalada…consquentemente, mais difícil de aparecer…e se saiu muito bem !!!!

      Publicado por Rogerio | 09/07/2010, 11:51 am
  2. Perfeito! Realmente essa Copa já valeu muito só pelo fato da Celeste ter se levantado. Acho que seria merecido um 3º lugar. Pela garra!

    Publicado por Magrão | 08/07/2010, 8:08 pm
  3. Com relação ao início do texto, se a Holanda chegar ao título, a velha discussão ressurgirá: que vale mais, vencer ou convencer?

    Publicado por Jorge Eleuterio | 10/07/2010, 8:47 pm
  4. Ainda bem que não chegou!!!!

    Publicado por Gustavo | 12/07/2010, 4:07 pm
  5. ops, que não ganhou…

    Publicado por Gustavo | 12/07/2010, 4:35 pm

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