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PAPUDICOPA: Domínio furioso


Alemanha e Espanha entravam em campo para uma revanche da final da Euro 2008 e o placar final foi o mesmo: 1 a 0. Para entender a vitória espanhola, vamos examinar o estilo de jogo das duas seleções até então.

A Alemanha vinha de duas vitórias imponentes sobre Inglaterra e Argentina e era considerado o melhor time da Copa. Seu estilo de jogo era partir para cima no início, tentava um abafa e um gol. Abrindo o placar, marcava muito forte no seu campo e contava com as ótimas atuações de Schweisteiger e Özil para armar jogadas com os pontas Müller e Podolski. O contra-ataque alemão é letal. Mas Müller não jogaria a semi e sua ausência seria sentida.

Já a Espanha tem como principal característica a posse de bola e a excelência dos passes. O meio-campo espanhol raramente erra passe e mantém a posse de bola consigo. E com a posse de bola, o time foi o que menos cedeu oportunidades de gols ao seus adversários na Copa. Por outro lado, o excesso de zelo com o toque de bola, acabou limitando o poderio ofensivo da equipe, que acabou não marcando muitos gols, por finalizar pouco, por excesso de preciosismo, ou até, dava impressão de não querer fazer gol feio.

Quem conseguisse impor seu estilo de jogo, fatalmente ganharia a partida. E foi a Espanha que conseguiu impor seu ritmo. A Espanha trocava mais bolas no seu meio e assim mantinha a posse de bola, não permitindo que a Alemanha atacasse. Pouco-a-pouco, a Espanha foi dominando cada vez mais as ações e criou algumas oportunidades de gol. Enquanto o primeiro chute alemão só saiu aos 31 do 1º tempo, num chute de fora da área de Trochowski, o substituto de Müller, que nem de longe conseguiu manter o nível das atuações da revelação da Copa.

No 2º tempo, a Espanha continuava seu domínio e por muito pouco não abriu o placar numa jogada de Iniesta que por muito pouco Villa não conseguiu completar. O gol era questão de tempo. E saiu de um lance de escanteio, quando Puyol completou de cabeça para as redes, aos 28 do 2º tempo.

Puyol com sua cabelereira sobe mais que todo mundo e testa firme para marcar o gol da classificação. (foto: Reuters)

A Alemanha foi para cima da Espanha no abafa. Era o que lhe restava. E a Espanha contra-atacava, mas sem precisão. Possivelmente, se a Espanha tivesse um contra-ataque letal como os alemães, teria ampliado o placar. Possivelmente, se a Alemanha tivesse a paciência e o toque de bola da Espanha, teria empatado o jogo. Mas o “se” não entra em campo, e a Fúria, apesar de imponente, venceu apenas por 1 a 0.

Alguns criticam a falta de gol da Espanha, mas inegavelmente, ela joga um futebol muito bonito e merece estar nesta final, que colocará mais um país no seleto grupo dos campeões mundiais de futebol. Pela história, a Holanda merece mais, mas pelo futebol apresentado nesta Copa, é a Espanha quem merece mais.

Por Leandro

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